Depois de ser agraciado como o melhor filme da Mostra Competitiva na categoria Longa-Metragem no 2º Festival Macapá de Cinema e Vídeo, Ilha da morte, filme de Wolnei Oliveira, dessa vez alçará vôos mais altos concorrendo na categoria de melhor longa no Festival de cinema de Havana, Cuba. Agripec/ Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento apoiou o cineasta nessa trilha vitoriosa. Depois de ser agraciado como o melhor filme da Mostra Competitiva na categoria Longa-Metragem no 2º Festival Macapá de Cinema e Vídeo, desbancando nomes em alta na crítica especializada, Ilha da morte, filme de Wolnei Oliveira, dessa vez alçará vôos mais altos, pois concorrerá na categoria de melhor longa no Festival de cinema de Havana, Cuba. Agripec/ Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento apoiou o cineasta nessa trilha vitoriosa. A 29ª edição do Festival de Cinema de Cuba acontece entre os dias 4 e 14 de dezembro, na capital Havana. O diretor estreou sua primeira produção de filme de ficção com “A ilha da morte”, longa que segundo o mesmo, deverá ser lançado no circuito comercial a partir de março de 2008. Ilha da morte O filme ´ A ilha da morte´ retrata a vida de dois jovens de Antonio de Las Rocas, em1958, que têm o sonho de realizar filmes em Hollywood. A história é inspirada na trajetória real de jovens cineastas cubanos, que Wolney chegou a retratar no documentário ´O Invasor Marciano´, de 1988. ´O que mais me interessou na história desses jovens foi a possibilidade de trabalhar com o sonho das pessoas, principalmente o desejo de fazer cinema. Sempre fui um sonhador. Acho que fazer cinema hoje no Brasil é preciso acreditar em um sonho e fazer o possível para realizá-lo´, afirma Wolney. Co-produzido entre Brasil, Cuba e Espanha, o filme passou por várias fases de roteiro. A maioria dos atores é cubana mas há cearenses. Novos Projetos Outro projeto engatilhado é o documentário “O altar do cangaço”, terceiro longa de sua carreira. Segundo o cineasta, o trabalho foi congratulado recentemente com o 6° Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo. “O filme vai contar a história do cangaço desde o famoso Antônio Silvino até cangaceiros ainda remanescentes, como o casal “Moreno” (Antônio José Silva), de 97 anos, e Duvinha, de 92 anos, que moram hoje em Belo Horizonte”, contou. Previsto para ser finalizado até o ano que vem, “O altar do cangaço” já está sendo rodado e contará com locações em todos os estados do Nordeste, São Paulo, Rio de Janeiro e até externas na França. “Em Paris, iremos filmar uma palestra do professor Daniel Lins, especialista no assunto, que dará uma palestra na Sorbonne”. “É muito importante destacar essa passagem na França já que o primeiro grande prêmio dado a um cineasta brasileiro, a Palma de Ouro de Cannes, foi justamente para o ´O cangaceiro´ (1953). O longa, de Lima Barreto, fez muito sucesso no exterior. Na época, ficou seis meses em cartaz no mundo inteiro, chegando a render cerca de 200 milhões de dólares”, acrescentou. Paralelamente às atividades cinematográficas, Wolney Oliveira, também diretor do Cine Ceará, informou, que a mostra cearense mudará de data em 2008. O evento, que chega à maioridade (completando 18 anos), já está marcado para os dias 10 a 17 de abril. “Na última edição, realizada em junho, o Cine Ceará ocorreu simultaneamente com o Festival de Cinema Brasileiro de Miami e Festival Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) e poucos dias depois do Festival de Cannes. A idéia é que o Cine Ceará abra o calendário dos festivais”, destacou. Fonte: Com informações dos jornais Diário do Nordeste e O Povo